domingo, 8 de maio de 2011

Saimos (ele saiu) no publico :) nem vos digo como ele está :))

Tânia diz que António nunca lhe perguntou se ela queria o rim. "Ele é assim, mula"

07.05.2011 - 19:10 Por Catarina Gomes



Veio a psicóloga e perguntou a António Gonçalves se estava consciente dos riscos que ia correr. Se sabia que podia ficar na mesa de operações. Depois veio o médico, que juntou um cenário mais concreto: e se um dia for atropelado e perder o único rim com que vai ficar? E depois ainda vieram mais três médicas que o tentaram apanhar "em contradição", para se certificarem que queria doar o rim "de livre vontade". Anda há cerca de um ano a dizer que sim, que quer abdicar do seu rim para a mulher, que "ela não aguenta mais os tratamentos de hemodiálise".
António Gonçalves sente-se "supersaudável" e vai doar o rim à mulher

António Gonçalves sente-se "supersaudável" e vai doar o rim à mulher (Foto: Pedro Cunha)

Em 40 por cento dos transplantes de rins em que há dador vivo (a maioria continua a fazer-se com órgãos de cadáveres) não existe relação de consanguinidade com o receptor, a proporção mais alta desde que a prática deixou de ser ilegal. No ano passado, a quase totalidade das dádivas foram entre maridos e mulheres, mas também houve uma dádiva entre cunhados.

Companheira de António há oito anos, Tânia Machado diz que "é mais difícil aceitar do que doar". Por isso, desde o início disse ao companheiro, que é pasteleiro e tem 37 anos, que não o quer, que "o rim podia vir a fazer-lhe falta". "Ele nunca tinha feito análises e, por causa de mim, já foi todo picado. Nunca me perguntou se eu queria o rim. Ele é assim, mula", brinca a operadora de call center de 27 anos. Estão à espera de ser chamados para o transplante.

Até 2007, este tipo de dádivas eram proibidas em Portugal - apenas eram permitidas quando existia relação de parentesco até ao terceiro grau. A ideia era evitar o tráfico de órgãos, mas constatava-se que a interdição era, em muitos casos, um entrave ao transplante. Desde que a lei mudou, o número de transplantes de dadores vivos - a maioria são de rins mas também é possível doar partes do fígado - tem aumentado. A excepção foi o ano passado, em que houve um ligeiro decréscimo, mas enquanto em 2008 os dadores não consanguíneos representavam 29 por cento do total, no ano passado atingiram uma proporção recorde: dos 51 transplantes, 21 são deste tipo (41 por cento).

Constata-se que a lei abriu a porta sobretudo à dádiva entre maridos ou mulheres: dos 21 transplantes entre pares não consanguíneos realizados no ano passado, 20 envolveram pessoas com relações de conjugalidade; em 2009, dos 65 transplantes, 19 foram entre cônjuges (nove de marido para mulher, o mesmo número de esposa para marido e um em união de facto); e em 2008, o primeiro ano em que a lei foi aplicada, apenas sete dos 54 transplantes eram não consanguíneos, todos entre cônjuges (cerca de 13 por cento).

Ana não quis o rim do filho

Ana Cristina Pereira, professora de 43 anos, teve que esperar pela entrada em vigor da lei mas foi a primeira a ser transplantada com um rim do marido, ao abrigo da nova lei. Foi há dois anos e hoje tem uma vida normal. Poder ser o marido a dar-lhe o rim significou que pôde dizer que não à oferta do filho, que mal fez 18 anos insistia que queria dar o rim à mãe. "O meu filho não se calava." Ela, porém, nunca quis - só pensava que ele agora era jovem, mas que, "com 40 anos, mesmo uma pessoa normal começa a perder a função renal e com a esperança de vida a aumentar".

Em 2009, nas doações em que existem relações de sangue, sete filhos doaram os rins aos pais e 12 pais fizeram o mesmo aos filhos. Mas a maioria dos transplantes foram entre irmãos (26 do total de 65 transplantes) e houve mesmo um avô que doou a um neto. No ano anterior tinham sido cinco filhos a doar aos pais, 19 transplantes de pais para filhos, o mesmo número entre irmãos.

"A diálise não é vida"

Desde que Tânia descobriu, aos 25 anos, que sofre de insuficiência renal crónica, só sobrevive fazendo hemodiálise três vezes por semana, quatro horas por dia. "A diálise não é vida para ninguém", diz António, acrescentando que ele é "supersaudável". Dos dez mil portugueses que têm que fazer hemodiálise, cerca de 20 por cento estão em lista de espera para transplante - eram 2111 em 2009. Nos doentes que iniciaram tratamento por hemodiálise no ano passado, as principais causas da insuficiência renal eram a diabetes e a hipertensão arterial.

Para António, doar um rim a Tânia significa que ela não tem que ficar em lista de espera de transplante de um dador morto, embora esta fosse a melhor solução para os dois - sempre se guardava o rim de António Gonçalves para mais tarde, diz ela. O presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, Fernando Macário, explica que os rins transplantados não duram para sempre, mas quando o dador é vivo sobrevivem mais tempo, um período de sobrevida que pode andar pelos 15 anos. Muitos transplantados têm que voltar à diálise, ou então são candidatos a novo transplante.Dos 573 transplantes renais realizados em 2010, 51 correspondem a órgãos obtidos de dadores vivos, o que representou uma subida de 8,9 por cento face ao ano anterior. Fernando Nolasco, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, explica que quando os doentes não recorrem a dador vivo é porque não têm familiares que se voluntariam, por falta de informação ou por incompatibilidade. Mas diz que "o caminho é aumentar os dadores vivos". "Nos países nórdicos, os dadores vivos chegam a ser metade, é mais aceite, está mais divulgado." "[Quanto a quem doa], temos que ter a certeza que não vamos fazer mal ao dador." Mas, embora seja raro, a pessoa que fica só com um rim pode ter um dia de fazer diálise ao fim de 20, 30 ou 40 anos. "A percentagem é mínima, cerca de 0,1 por cento."


Sim, ele é um teimoso, uma mula mesmo :) a minha mulinha :) mas n era para dizer :p
Infelizmente n conseguimos achar uma copia do jornal do dia de ontem, aonde em principio estaria a reportagem que encontramos no site do publico ( http://www.publico.pt/Sociedade/tania-diz-que-antonio-nunca-lhe-perguntou-se-ela-queria-o-rim-ele-e-assim-mula_1493165?all=1 ) . Acabamos por comprar 3 jornais do publico hoje e nem nos demos conta que a reportagem não vinha no jornal de hj. :x

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nuggets de peito de peru caseiros

Hoje o almoço em casa foi isto:

Arroz branco com uma noz de manteiga com nuggets de peru caseiros. Nham!!!

Nuggets de peru caseiros. experimentei hoje fazer em casa e digo-vos, nunca mais compro nuggets pré-feitos. Modéstia aparte, ficaram incríveis!

Deixo-vos a receita e aconselho a fazerem. Vão delirar com a explosão de sabor e a diferença!


Receita para os nuggets de peito de peru caseiros:

4 peitos de peru (podem poder a quantidade q quiserem ou fazer com frango)

1 molho de salsa ou coentros (coloquem á vossa escolha)

1 dente de alho

Raspa de 1 limão

Pão para ralar ou pão ralado

2 ovos

Farinha qb

Sal qb (temperem a gosto, podem adicionar outros sabores que gostem)

Comecei por cortar os peitos de peru em pedaços pequenos para os nuggets. Formas rectangulares ou quadradas, mais ou menos entre 2 a 3 cm. Façam a gosto, mas nada de pedaços gigantescos senão já não são nuggets :)

Coloquei-os dentro de um saco com farinha (menos loiça para lavar ;)) mas podem simplesmente passa-los por farinha. Depois batem dois ovos e passam-nos por ovo (eu coloquei tudo ao molho e deixei-os absorver o ovo rapidamente.

Depois passei pela mistura de pão (ver mais abaixo) e fritei numa frigideira com pouquíssimo óleo, bastante quente. Fritar dos dois lados e comer. É de delirar :)


Mistura de pão ralado e ervas para passar os nuggets:

Num robot de cozinha, picar 1 rabo de pão saloio (ou qualquer outro resto de pão que tenham em casa) ou podem usar já pão ralado já pronto. Se usarem o pão ralado, não teem que picar tanto tempo. Se usarem o pão inteiro, cortem-no em alguns pedaços mais pequenos e juntem o molho de salsa ou coentros, o dente de alho, um bocado de sal para temperar e a raspa de um limão. Piquem tudo muito bem no robot até ficar tudo picadinho como se fossem pedaços de pão ralado.

Passem os nuggets por esta mistura antes de fritar. Cheira e sabe divinamente :)

Inventem sabores ou alterem a gosto :) na invenção esta a recompensa. Bon Appétit!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Receita: Bolo guloso de chocolate e baunilha


Hoje era para ter feito um delicioso bolo de chocolate com cobertura de chocolate. Aiiiiiiiiii que desgraça. Mas acabei por fazer um bolo chocolate e baunilha (parte de baixo baunilha, de cima chocolate) com cobertura de chocolate e morangos em cima para enfeitar J

Roubei as receitas da net mesmo, uma de bolo de chocolate (http://www.petiscos.com/smf/index.php?topic=12199.0) e a outra de bolo de baunilha (http://www.petiscos.com/smf/index.php?topic=18952.0).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Receita: Bolinhos/Bolo Fofos de chocolate


Oi, para desanuviar os últimos temas q usei no blog, hoje vou colocar uma receita com imagens.

A receita é de “Bolinhos/Bolo Fofos de chocolate” – sendo que pode ser feito no microondas para quem tiver os utensílios adequados ou no forno como eu que não tenho J foi a minha prima Filipa que me deu a receita e ficou óptimo!

RECEITA:

•150 gr de chocolate negro

•150 gr de manteiga

•100 gr de açúcar

•4 ovos

•2 colheres de sopa de farinha

•8 quadrados de chocolate negro

No Bule de 1L coloca-se o chocolate partido e a manteiga a derreter 1,30 m no Microondas. Junta-se o açúcar, os ovos e finalmente a farinha mexendo bem. Coloca-se o preparado nas formas e meio quadrado de chocolate ao meio de cada uma. Vão a cozer 15m a 700w no Microondas.

Lembrem-se que a receita está escrita para quem usar o microondas, mas eu pessoalmente coloquei mais umas 4 colheres de farinha porque achei que a massa ficou muito liquida e coloquei numa forma que tenho de ir ao forno, em 200 graus, por uns 10/15 minutos.

Outra coisa que fiz foi ter usado um resto de creme de chocolate avelã (daquele de por no pão mesmo) que tinha ali – porque não tinha a tablete de chocolate – e pedacinhos de chocolate de leite (marca Continente mesmo :p) no meio da massa. Temos que saber adaptar a receita a nós e não ter medo de inventar ou inovar :)

Juntei a salada de morango, pêra e romã e tchanammm!!! Olhem o meu lanche :)

Bon Apetit!


E agora as diversas fases da receita (imagens):

O frasco de chicolate aonde derreti a manteiga e o chicolate no microondas (sim, eu digo chicolate tá :p)

Aqui é já a massa com todos os ingredientes e tudo mexido (já com a farinha a mais, ficou com uma consistência macia):

A massa pronta a ir ao forno já na minha formita de silicone (tenho que arranjar umas de silicone para queques!):

Depois de ter-lhe juntado os pedaços de chicolate de leite do continente (cortadinhos em pedaços pequenos como podem ver):

E 10 minutos depois, já cozido. Os pedacinhos de chocolate ficaram espalhados pelo bolo e no meio alguns ficaram mesmo derretidos :)

E a imagem final :)


sábado, 5 de fevereiro de 2011

São agora 6:00

Há noites como estas em que a minha falta de paciência se nota…

Torna-se difícil empatizar com alguém que é para alem de ignorante, arrogante e mal-educada. Há muitos por este Portugal afora. Independentemente do escalão social ou crença religiosa, estas abéculas de criação são várias e escondem-se sobre mantos tão variados como os da idade ou género.

Estou cansada. Temo o dia T (de transplante) tanto quando o desejo. Esta rotina de diálise, casa, work, casa, diálise, casa e repete…. Já cansa. Tudo me cansa.

Ultimamente tudo me cansa… pensar cansa, imaginar cansa, sentir cansa.
Nada me sabe bem, nada me faz feliz, nada me faz esquecer por um segundo o que é a minha vida neste momento.

Não se enganem e pensem que desisto, porque não o faço. E não deixo de dar valor ás pessoas que me apoiam e me dão força todos os dias.. mas quando me viro para mim mesma, só encontro o caos e confusão que sou agora. É no mínimo desconfortável ser eu. E é desconfortável que escrever este post se esta a tornar. Parece que já não sei como escrever e o que escrever e por isso terminarei por agora.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Estou a chegar ao meu limite...

Estou cansada e farta, da doença, das pessoas que me sugam a energia, de tanta coisa...

Se não fosse o Tó eu já teria desistido.

Não levem isto como um pessimismo acentuado, mas sim como um desabafo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Recta final para o ano novo!!!!

Boas entradas,
Bons beijos,
Boas companhias,
Bons sentimentos,
Boas decisões,
Boas notas (muitas!)
Boas esperanças,
Bons sonhos,
Boa saude (sempre!)
Boas pessoas,
Boas acções,

São os meus votos para mim e para ti, de um Bom Ano de 2011!

Não vos desejei Feliz Natal no prprio dia por desleixo, não por esquecimento. Mas ficam os votos de que o vosso Natal tenha sido bom, calmo, com risos e festa :) seja a dois ou a mais. E se tiver sido a um, que tenha sido com paz e muita serenidade.

Irei trabalhar nesta passagem de ano, a primeira de sempre... ando mal disposta desde que soube e ao decobrir conjuntamente que alguns dos amigos que eu achava que tinha, sao apenas colegas de trabalho e mais nao digo.

Deixo o meu beijo a todos, e agradeço as mensagens, o carinho, o amor.. tudo! E que recebam sempre 3 vezes mais o que me desejarem a mim :)

PS: Nada de novas resoluções, passem sempre para as acções!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PS: ...

Gostaria ainda de agradecer todos os emails que tenho recebido de pessoas anonimas mas infelizmente que partilham esta doença ou graças aos ceus, partilharam no passado :) e os emails ainda de amigos distantes no tempo e geograficamente, mas perto na memoria e coração.

Posso ser a ingrata que não responde porque não sabe o que responder, mas não sou de certeza a pessoa que esquece quem me estende uma ajuda, mesmo que seja apenas de palavras ou compreensão, especialmente naqueles dias em que não me apetece mais continuar.


O Universo não esquece e a justiça que existe no universo não é cega a estas atitudes.

O meu obrigada a todos!!
Que recebam sempre 3 vezes mais aquilo que me oferecem e desejam. Sempre :)

Boas Festas para todos


Já assinamos o consentimento escrito (legalmente para o hospital atestamos que estamos de livre vontade etc e tal...). Faltam ainda alguns exames da minha parte, depois a EVA (é a instituição em Portugal que deixa ou não doar o que é nosso - ridículo e necessário infelizmente) e depois se tudo estiver ok, operação.

Não antes do dia dos namorados de certeza, por isso ainda se pode dizer que faltam meses.

Como ando? Na merda resumidamente. Parte disso porque odeio esta época do Natal. Trabalho-a e ainda por cima, até a passagem do ano irei trabalhar. De castigo ao bater das 12 badaladas. Não podia ser pior....

Posso dizer que é nestas alturas que descobrimos quem realmente gosta de nós e quem só serve para espantalho. Recebo quiçá um apoio e carinho mais genuíno de quem aqui vem gratuitamente deixar algumas palavras do que das pessoas que todos os dias trabalham ou partilham os mesmos genes que eu.

Já nem ligo... se ligasse sofria, por isso já nem quero saber.

PS: Cedi e aderi ao facebook. nome no facebook: Tania Mac :) obviamente.

Votos de Boas festas a todos, não vou enfeitar o blog pois o tempo para o desenfeitar não o tenho , mas desejo a todos, todos mesmo, uma época feliz e cheia de paz, amor e carinho. Que a crise não vos afecte e que amor e saúde sobrem para este ano e para muitos mais que venham.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que é insuficiência renal crônica?

Retirado de: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=celulas-tronco-revertem-insuficiencia-renal-cronica&id=3796

Várias doenças podem causar a insuficiência renal crônica, sendo a diabetes a principal causa. Pressão alta, rins policísticos, as nefrites, a pielonefrite também são causadoras do mal. "Há uma perda muito grande da qualidade de vida do paciente. Eles precisam fazer diálise três vezes por semana, em um procedimento que dura cerca de quatro horas", comenta a pesquisadora.

De acordo com Lúcia Andrade, em 2007, somente no Brasil, 73.605 pacientes estavam em programas de diálise (a maioria hemodiálise). Na região Sudeste, 18 mil pacientes estão em fila de espera para transplante renal. A taxa de mortalidade para pacientes em diálise é de 15%. "Nossa pesquisa é de extrema importância, pois é um grande avanço no estudo para tratamentos da doença renal", aponta.

Desculpem se não tenho escrito, mas não tenho simplesmente vontade. Nem sei se teria algo para dizer.
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