terça-feira, 18 de março de 2014

Uma primeira vez na cozinha: Quiche

Ora depois da queda que dei hoje, achei que para compensar, vamos para a cozinhar inventar.

Já cozinho desde sempre. Juro. Acho que antes de saber fazer contas, já andava na cozinha. Mas uma coisa que nunca fiz, não por receio, medo ou o que seja, foi quiche. Eu faço assados, guisados, estufados, grelhados, sopas, cremes, todo o tipo de doces, bolos, bolachas, tortas, tartes, pão, peixe, carne, saladas, vegetariano, chinês eu sei lá…

Ora hoje, fiz quiche.
Mini-quiche para ser mais concreta.

Pedi directivas ao senhor António e digo, estão deliciosas.

Uma única nota, colocar algum tipo de gordura nas formas (ou forma grande da próxima vez) ou deixar o papel vegetal que vinha já com a massa. Deixem-me esclarecer algo, o senhor António é que teve a mestria de formar as mini-formas com os círculos de massa e foi ele que decidiu não colocar nada, logo, no fim ao desenformar, custou e podia ter corrido 100% muito mais fácil e rápido :)

Receita:
- 1 pacote de natas (usei um q tinha especifico para cozinhar, mas qq um dá)
- mesma medida de leite (usei magro)
- 3 ovos
- Sal, nós moscada, pimenta branca (aqui usei os meus mimos e favoritos companheiros de aventuras culinárias: Suldouro :)
- Recheio á vossa escolha (eu coloquei salsichas de lata mesmo cortadas as rodelas + fiambre aos pedaços + cogumelos ás rodelas + queijo aos cubos + salada russa congelada q tenho sempre no congelador q leva cenoura batatas e ervilhas. Mas podem usar o q quiserem e gostarem)
- Salsa q.b
- 1 pacote de massa da Butoni de Massa Fina para doces ou salgados (mas podem usar massa folhada)


Basta forrar as formas ou forma grande com a massa. Coloquem papel vegetal ou pincelem com margarina para no fim ser mais fácil desenformar.

Numa vasilha, coloquem o leite+natas+ovos e batam tudo. Juntem os temperos sal+nós moscada+pimenta branca a gosto. Não abusem da pimenta a não ser que gostem. Provem e tentem atingir aquele equilíbrio de sabor como se faz com o puré.

Entretanto nas formas coloquem o vosso recheio, não devendo ficar acima da massa (ouvi ralhete pelo senhor António por isso…) e alguns raminhos de salsa poucos no topo. Verter o preparado até tapar o recheio mas cuidado para não ficar mto até ao topo que depois vai sair fora ou entornar quando levarem para o forno.

Levar ao forno uns 10m (vão controlando porque o cheirinho começa antes de ele crescer e ganhar aquele tom dourado apetitoso) a 150º


Deixar arrefecer antes de desenformar senão queimam as patinhas ;) e podem comer-se mornos, frios, sozinhos, com salada ou sopa, ao almoço, jantar, lanche, etc :)


Bonne Apetit!
  

Trauma Capilar

Como começar...?

Ás vezes fico sem saber como começar quando sinto q quero escrever mas n sei bem como começar a dizer. Parece que o cérebro é como aquela gaveta da cozinha que nos jura que aqueles dois panos NÃO cabem lá dentro e nós piscamos o olho e insistimos "amigaaaaa... são só mais dois... não custa nada! Onde entram 20 entram mais 2 pah!"

Pensamentos rebarbados á parte...

Desde sempre que tenho frustração com idas ao cabeleireiro. Antes de ficar doente, nem era pela brutalidade com que tratavam do meu cabelo, porque ele era uma coroa volumosa que aguentava a maior besta, era mais por sentir que pagava e não ficava satisfeita, e isso irrita-me. Sem contar com as conversas típicas de salão de gaijas que me tira do sério seriamente!

Depois de ficar doente e ver o meu cabelo perder a sua saúde, meu deus.. o que chorei. Adiante.
E ir ao cabeleireiro colocar a fragilidade do meu escalpe naquelas tenazes violentas, e ainda sujeitar os meus nervos e sanidade mental aquele palreiro viboreal (duvido que exista a palavra, mas quero dar um sentido de arraçado de víboras...)... fora de questão! Poupar a mente, o espírito, o cabelo, os ouvidos e a carteira é o meu mote!

Como tal, há anos que faço uma cruz e sigo em frente de qualquer cabeleireiro.

Pois desde o transplante que eu vi a força regressar ao escalpe, mas com aquela medicação que tomei e ainda tomo (o antiviral que espero que me removam em breve..) ele voltou a fraquejar coitado. Não é de ferro e eu já sujeitei e sujeito o meu organismo a testes de ferro e fogo.

Por isso, ainda que o comprimento me estivesse a agradar e o Tó goste de cabelo comprido (ainda que não diga que não gosta dele curto claro... quem tem cú tem medo né.... ), tratei de aparar o pêlo :)

Gostam?


Proximo passo: côr. 

Voltar ao ruivo? Ou um ligeiro percurso entre os ruivos dourados castanhos bla bla.. 
Deixa-o fortalecer e logo vejo onde a imaginação me deixará ;)

Percurso..

Paz.

Percurso de volta ao inicio.
Ciclico. Constante. Mudança. Evolução. Estabilidade


Andei a mudar o nome do meu blog, notaram?

Acho que está na hora de me esquecer na ânsia de que assim consiga recordar.

Costuma-se dizer que algo controlado e supervisionado nunca evolui. Vou então fechar os olhos e confiar. 

Para mim não é simples facil ou rapido ceder e confiar de forma cega. 
Ainda que seja em mim mesma...

Por isso vou fechar os olhos, dar o salto e....


confiar. 
Em mim.
  

domingo, 16 de março de 2014

Vamos apenas Olhar

Alguma fotos que tenho colocado no meu Instagram (podem-me seguinr em http://instagram.com/taniamac10 ) e facebook, mas que quero poder vir aqui ver :)






Ah, e a mais actual, tirada hoje depois de cortar o cabelo :)

A ver se ele cresce forte e saudável depois de já n tomar o antiviral e próximo passo, semi ruiva ;)

Sempre que parece dificil, olha e encontrarás pior


Hás vezes perguntam-me como me sinto desde o transplante, sendo 6 meses, ainda é recente, mas a realidade é q sinto q parece q foi uma vida atrás.

não porque esqueça e n recorde tudo como se fosse há 2 minutos, mas porque sinto q novamente mudo, mudo sem esquecer, mas porque posso neste momento abrir os olhos a coisas que tinha esquecido e ignorado para não sofrer a falta. Sejam elas fisicas, mentais, emocionais ou temporais.

Mas não esqueço e conheço quem (AINDA! Apenas ainda pq sei que o seu momento virá, sei que sim!!!) se encontre nesse momento. E digo, sem qualquer problema que sempre que sofria, pensava em quem poderia estar a sofrer mais e usava-o para parar de sentir e começar a agir.

E hoje, penso nelas e penso "segue em frente, porque elas vivem o inferno e seguem também. Não tens direito de parar porque elas que o teem não o fazem" É assim que vivo e foi assim que vivi o período de diálise.

E todos os dias vivo os momentos mais difíceis a pensar ás vezes nestas meninas, que pessoalmente acho que se deviam de conhecer, mesmo que virtualmente. Podem não ser muito iguais, mas percorrem estradas similares e para mim, não sendo iguais, partilham da mesma fibra e espírito que tanto respeito e que nutrem em mim força e energia.
     

quarta-feira, 12 de março de 2014

E hoje faço outro aniversário de 6 meses de transplante renal :)

E porque festejo o dia de ontem que para uns seria um dia a esquecer?

- porque cresci, aprendi, sofri, evolui e ...

- porque o dia de ontem deu origem ao dia 12 de Setembro de 2013 aonde voltei a crescer e continuo a evoluir e mesmo que sofra, continuo aqui :)


Por isso hoje, feliz meio ano de transplante renal a mim :)


Infelizmente ás vezes valorizo por teimosia e por ter um espírito combativo (custa-me perder ou ceder por traição ou sem honra, então não desisto sem o gongo final tocar!) o que não tem grande valor.

Mas que este dia e todos os outros 12 de cada mês sejam valorizados, e sei que sou feliz, ainda que hoje esteja um pouco furiosa por outro assunto que preferia nunca me ter atravessado o espirito, mas já se sabe, quem se mete nelas, sofre com elas :)

terça-feira, 11 de março de 2014

Feliz aniversário de 4 anos IRC para mim :)



Faz hoje 4 anos que me transformei , de Tania pessoa sujeito individuo, a doente renal insuficiente renal mortal frágil temporária.  De sujeito a adjectivo. 

O que posso dizer em 4 anos de crescimento forçado por imensas situações, problemas, adversidades, montanhas e percursos solitários ou dolorosamente solitários? Que cresci? Que vivi? Que ainda cá estou e estarei enquanto EU quiser.

Sim.. não estranhem, mas eu sei e sei com a convicção que sei que amo o meu gaijo, com o desejo de saúde e amor a todos os que moram no meu coração, e com o sonhos secreto de ganhar o euromilhoes ou uma fortuna e poder dar paz e descanso á alma e mente de muita gente nesse factor material. Eu sei que nada nem ninguém me vai tirar desta sala de aula que é a vida enquanto eu não deixar. Venha quem vier. Já era para cá não estar e ainda estou, por isso pensem bem se me querem irritar, porque eu sou pior que o rasteirinho ;)

Mas agora a sério. Faz 4 anos que descobri que não somos imortais, somos finitos.
Descobri que valorizamos coisas fúteis e que desleixamos a atenção e carinho a pontos vitais. Aprendi a ter calma, paciência (sssssssssssiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm… isto hoje sou eu com calma e paciência… alguma dose de medicação ainda a bater mal, mas mesmo assim muito melhor do que já fui no passado) e apurei o sentido de resistência, resiliência e crença.

Crença que mesmo que o dia de hoje seja uma merda, amanha há outro. 

Hoje sofremos, caímos fundo, cortaram-nos a esperança e o ar.. mas amanha é outro dia. Amanhã será o nosso dia. Amanhã o sol nascerá para nós. E foi nessa fé (em alguns momentos ilusória) que fui buscar forças para levantar todos os dias, sacudir o pó, respirar fundo e dar mais um passo em frente. Cada um custou, mas talvez por isso, valorizo todos.


Todas as dores, todas as perdas, todo o sofrimento. Tudo valorizado. Aprendi com cada pancada e uso as minhas marcas, uso as minhas cicatrizes como medalhas de orgulho.

POIS PASSEI PELO INFERNO E ESTOU AQUI!


Vivi o que muitos viveram pior, mas aqui falo por mim, referindo-me ao tempo enquanto IRC e mesmo anterior a IRC. Refiro-me á minha vida. Sofri quase todas as pancadas e quedas que possam imaginar, mentais, emocionais, físicas e espirituais. Levei e não parti. Cai e levantei.


E hoje estou aqui e aqui fico :) porque em mim mando eu e apenas isso.

Portanto feliz 4 anos de crescimento para mim ;)

domingo, 2 de março de 2014

O caminho é sempre em frente, sem esquecer o que ficou para trás


Não sou religiosa
Não sou crente
Aceito e vejo o conceito de fé, se pensarmos em fé como o acto de confiar, acreditar sem provas

E ainda assim, perante este dizer, este pensamento positivo, forte e univeral, eu digo

   

My Marmita e Cozinha hoje

Acho que nunca vos mostrei a minha marmita.

Por isso mostro a de amanhã, pronto.

Saio as 6h15 de casa e chego as 19h20 se tudo correr bem e levo isto...




E hoje ainda fiz isto, que não vou levar porque não dá jeito para comer e porque já comi hoje e não pode ser todos os dias ;)


Receita daqui: http://www.saborintenso.com/f23/bolo-cenoura-cobertura-chocolate-30/

Mudei: fiz metade da receita apenas para não ficar tão grande. adicionei o sumo de uma laranja pequena, uma colher de sobremesa de canela, coloquei apenas 160gr de açúcar q é menos de 1 chávena, coloquei 250gr de farinha q é mais q uma chávena e coloquei apenas 120ml de óleo e acrescentei 80ml de leite magro e uma pitada de sal fino... eu mudo sempre as receitas ;)

Boa Semana a todos e bom Carnaval para quem gostar, com ou sem mascara :)
    

Semana a seguir á baixa.. comprida e com azares...

Bem, como só ando a ter tempo para falar, pensar e processar as coisas com alguma calma (mas apenas alguma) nas folgas, vamos a isso.

Esta semana foi intensa.
Recomeçar depois da mini baixa parva. E no trabalho ainda tive formação para uma nova ferramenta que nem sei bem se estarei la para quando a começarem a utilizar. Porque? Porque a realidade é que nem sei se terei trabalho apartir de xis tempo ou xis mês?

Isso assusta, mas ao mesmo tempo assustava e preocupava-me mais se soubesse q o motivo de ficar desempregada era por culpa do meu comportamento ou da minha performence ou falta de profissionalismo. Ainda por acontecer, a vida muda a todo o instante, mas de acordo com o rumo que as coisas seguem, um futuro despedimento (futuro mas talvez não já já) será por mudanças empresariais e não por culpa exclusiva minha.

Assusta na mesma, mas o que fazer quando nada podemos alterar. Não fazemos nada ora essa. Seguimos e observamos o ritmo dos dias. E vivemos um de cada vez.

Tirando esse clima de frio quente, quente frio. Na sexta, e isto quem lê o meu face pessoal já sabe… eles e todos os meus colegas que são pessoas horríveis e que deviam de sentir pulgas nas cuecas quando se riem de mim…. Beeeeeeeeeeeemmmmm… dei um mega tralho (aqui a palavra que resume tudo é mesmo tralho) de manha a correr para apanhar o comboio.

Acabei por ficar, primeiro assustada, depois irritada. Assustei-me porque espalhei-me ao estendido, apesar de n ter batido com a parte da barriga, rim etc.. e coloquei-me logo de joelhos, o q ajudou a manter o choque ao mínimo. Irritei-me porque não tinha necessidade de apanhar aquele comboio , o outro q costumo apanhar já me faz chegar quase 35m mais cedo, mas aqui a parva tinha que se armar em idiota….

Acabei com o ego ferido, com os joelhos esfolados, dor no ombro e braço esquerdo, uma ferida na palma da mão esquerda, perdi um botão do casaco, parti a marmita e entornei o almoço na mala. Iupifuckingduppi… 


Já estou melhor, ainda dorida, mas nada de mais.
Esperemos que a semana que vem seja melhor, porque a juntar a este azar, o mau tempo voltou.. sem a ventania, mas chuva e frio chegaram para o Carnaval.

Por falar nisso, do que se vão mascarar? Eu nunca gostei muito, mas sexta fui comprar isto…


O que raio será que se me passou pela caximona…. O.O
   
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...