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domingo, 22 de novembro de 2015

Reflexões...


Quando comecei este blog, fi-lo como um escape criativo e emocional de mim mesma e da realidade que era a minha vida. Comecei em 2003 onde ser blogger não era "algo" e muito menos algo associado a "lucro" ou "profissão" , "glamour". Por isso ainda me complica um pouco mentalmente quando alguém olha ou lida com o facto de eu ser, ou melhor, ter um blog, como sendo algo de glamouroso ou chique!

O meu blog é a extensão silenciosa e limitada da minha personalidade. É um pedaço puro e cru daquilo que sinto que deve ser registado e quero que assim fique. É a casa aonde mora o meu génio (não o inteligente e fantástico apenas :p o maléfico e impossível também) e aonde liberto aquilo que preciso e quero.


Durante muitos anos era o único local aonde podia chorar e gritar. Silenciada na vida real, o virtual era a minha janela aberta para um palco invisível e anónimo.

Sinto falta desse anonimato. Mas ao mesmo tempo admito que, para mim, largar esse anonimato não foi um trauma ou problema. Foi uma evolução. A minha existência cibernética tem mais camadas e anéis do que um carvalho antigo. Passei por diversas fases e essas fases suportaram a minha personalidade e digo ainda mais, moldaram-na tanto quando as minhas vitorias ou derrotas na vida real.

Conheci pessoas incríveis que de outra forma nunca conseguira te-lo feito.
E conheci níveis de crueldade e destruição mental e emocional que nunca pensei existirem fora das paginas de um thriller psicológico.

Tanto de bom, tanto de mau... lamento nada!
O real, o virtual.. nesta Era que vivemos hoje, é um universo com uma linha de separação muito ténue e frágil. Dai que tanta gente sofra num e abdique do outro em detrimento de uma felicidade que nem sempre é real... é só temporal.

E tudo isto para quê?
Para nada!

Apeteceu-me. E como disse, isto, este blog, este texto, este recanto virtual, é meu. 


É uma janela aonde partilho o que consigo, posso e quero. Faço-o sem intuito ou malicia para com quem seja. Pelo contrario. Tento sempre ser o mais construtiva e positiva. Seja para comigo mesma, seja para quem me lê. E como já disse várias vezes... se alguém ao ler algo se conseguir sentir melhor, então considero-me abençoada e feliz por o ter escrito e pelo real prazer de alguém o ter lido.

Obrigada por estares ai. 
É por isto que estou aqui. 

     

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dizem que uma imagem vale mil palavras...

Por isso deixo aqui uma imagem com algumas singelas palavras : )


....ando inspirada e com nível de tolerância zero. 
Pelos vistos...
   

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Como há quem ache que a minha vida é mais interessante que o euromilhões...

Ás vezes penso que os dias passam e eu os desperdiço, ficando depois com uma sensação de frustração e raiva por desperdiçar algo tão importante e especial como o tempo.

Ora observemos…


8h10 - Acordo
Dou de comer aos peludos
Vou com o peludo chato , vulgo Pipoca, á rua aonde ele simplesmente passeia, olha, cheira e come erva (e faz birra e mia até q eu o leve!) -> o seu passeio da manha vital e diário
8h30 - Faço 30 minutos de passadeira no mínimo (e se vir que me estiquei ou adormeci e tiver menos de 30 minutos livres, coloco aquilo num nível maior estilo castigo para compensar o tempo inferior aos 30 minutos)
9h00 - Tomo banho
Faço almoço ou algo para levar para comer durante o dia no trabalho

Nota: Se for um dia em que não faço os 30 minutos de passadeira: 
Dou um jeito á cozinha, lavo alguma loiça ou vejo se temos roupa para lavar, estender, apanhar, arrumar. 
Dou um jeito á sala, ou se estiver num dia brutal, aspiro a casa!

10h00 - Tomo pequeno-almoço e visto-me.
Tomo a medicação da manha.
Respiro uns 15minutos á frente da TV ou do PC
10h30 - E saio porta fora.
Vejo ás vezes o Tó quando chega a casa 5minutos antes de eu sair.
Transportes, transportes, transportes (abençoado livro e musica q anda sempre comigo)
12h00 - Trabalho
Trabalho
21h00 - Mais trabalho e umas 9h depois… fim do dia de trabalho.
Mais transportes e mais transportes (de noite o que sabe sempre taaaaaaaaaaaaaao bem!!!)
22h00 - Casa.
O Tó já dorme.
Visto pijama.
Faço algo para comer rápido (sandes, tosta, cereais, leite, chá sei lá…)
Vou ao PC ou nem isso.
22h30 - Tomo a medicação da noite e vou para a cama com a TV ligada a ver se embalo enquanto vou ao telemóvel e tento ver se tenho algo importante a tratar no email, blog ou redes sociais…
00:00 - E adormeço, espero eu, com sorte antes da meia-noite. Ou pouco após a mesma…

Repetir de segunda a sexta e ao fim de semana alterem o tempo de trabalho por tempo de arrumar a casa de cima abaixo e fazer tudo o que não foi possível fazer em casa durante a semana!


Então? O que acham?
Vida glamorosa de vedeta super star né?
Também acho….

Alguém que me explique porque há quem se tente meter na minha vida ou inveja-la…
A sério. Expliquem-me porque é uma curiosidade minha...
       

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O motivo da minha ausência

Sei que não tenho dado noticias. Estou, sinto que estou sem que mo digam, em falta com muita gente que (não devendo mas podendo) poderia estar a cobrar-me esta “divida” e (não o fazendo) fazem-me sentir abençoada por ter pessoas perto de mim que compreendem que o meu silencio nem sempre é desprezo ou zanga. Ás vezes precisamos de nos calar para nos fazer ouvir e mais do que isso, ouvirmo-nos a nós mesmos.

E é isso o que tenho feito. 

Resumo muito rápido do porque do meu silencio. 

Casei-me este mês passado. Sim. Sem aviso. Sem alerta. Sem convites e sem festa (em grande parte porque o euromilhões não me saiu e nunca pedi nem recebi ajuda de ninguém nesta vida por isso o cash flow não permitia uma festarola como um dia permitirá… esperemos.) Sim. Casei e está feito.
Para quem não me conhece ainda e fica assim meio chocado, deixo a resposta que as pessoas que já me conhece deram “Já se estava mesmo a ver que só tu para fazeres algo assim!”

Pois é. Sou conhecida por fazer o que quero, como quero, como posso, quando posso e com quem posso e quero. Vantagens de viver a minha vida sem pedir aos outros que a governem por mim. A parte má? Vivo o mau, o feio e o difícil sempre e quando existe. O bom? Posso tomar as decisões todas e justificar-me perante zero pessoas.

Sim. Sei o que estão a pensar. Sou orgulhosa, teimosa, obstinada, tenho mau feitio e todos esses elogios que não são novidade para mim mas sim parte vital daquele meu  lado que me prepara e protege contra tudo o que esta vida já me atirou e vai atirando. Cada um desenvolve as suas próprias defesas e armas de gestão interna. Eu tenho estas. São alguns dos meus vastos defeitos. Já os aceitei. Podiam ser piores. Conheço pessoas muito piores e com menor taxa de honra, sinceridade ou frontalidade em relação ao que são do que eu. Por isso podem-me apelidar que não me irei sentir ofendida por constatarem o que eu já sei. Peço é que, não julguem que é por conhecerem este meu lado mais agressivo que me conhecem no total porque um livro tem sempre mais do que uma pagina…


Adiante. 

Casei-me. Sim. Levo isto de ânimo tão ligeiro quanto é a forma como o escrevo ou digo. Tal como poderia ter dito “ontem jantei” digo “dia 25 de Setembro casei-me”. Demorou 20 minutos e nem foi preciso assinar um papel. Acho até que demorei mais tempo a renovar o cartão de cidadão em Maio do que em casar. Oficializamos uma relação, uma vida completa e unida, um entendimento emocional, mental, fisico, racional, louco e vivo há já 12 anos. Por isso foi mesmo um oficializar. Porque não mudou nada. Continuamos os mesmos dois cromos tolos e teimosos, doces e brutos, meigos e ariscos que sempre fomos. Não nos amamos mais ou menos. Continuamos o caminho que decidimos e continuaremos a decidir em conjunto tal como já o fazíamos e faremos. Em frente, sozinhos e juntos.

Ao casar-me não fiquei sem vontade de comunicar. Foi sim a reacção de certas pessoas que me fizeram cortar o pio ao registo diário e constante de informação e controle sobre a minha vida e pessoa. Sabem quando certos momentos da vossa vida ou atitudes vossas fazem sobressair o que as outras pessoas pensam e sentem realmente em relação a vocês? Pois eu já vivi isso quando fiquei doente e me vi deparada com uma vida ligada a uma maquina de diálise.. e agora vivi isso novamente. Doeu mas foi bom! É assim que vamos limando e aprofundando o que de real existe e permanece connosco e o que é apenas bagagem provisória e nociva.


Dai o meu silêncio. Estava calada porque fiquei magoada e vazia de conteúdo ao mesmo tempo que silenciava o fluxo de noticias sobre mim.
Mas agora chega! Chega porque há muito que vos quero mostrar e falar e chega!

E agora que já vos contei o motivo do meu silencio… siga! : )

domingo, 13 de setembro de 2015

Dia 12 de Setembro de 2015 = 2 anos: Um marco :)

Ontem, dia 12 de Setembro, foi um dia feliz. Passado com as pessoas de quem mais gosto, entre risadas, comidinha boa, munta bubida bouaa e uma comemoração pessoal de 2 anos do meu transplante renal.





Um dia depois do dia que muitos ainda recordam com o fatídico tom de voz “11 de Setembro”, eu recordo o meu 12 de Setembro e toda a esperança, alegria e mudanças que me trouxe de volta.
O marco dos 2 anos é também o marco de reclusão de qualquer ideia de ser ou vir a ser mãe. Ou seja, posso se quiser, quisermos, falar já na hipótese aos médicos e afins.

Quero?
Queremos?

Sei que falhei com o relato da ultima consulta que foi no dia 3 de Julho, consulta que correu lindamente e aonde me foram até prolongadas as consultas com um distanciamento de 3 meses, por isso a próxima não falta muito, dia 2 de Outubro. A consulta correu bem, as analises estavam melhores. Comuniquei que nunca cheguei a tomar os anti-depressivos, pois tive a alegria de mudar de trabalhado a dia 11 de Junho, o que me afastou do veneno que destruiu a minha vida desde Dezembro 2014 até Junho 2015. A Midas e a merda de pessoas (com pouquíssimas excessos) que lá conheci danificaram-me física e mentalmente mais do que alguma vez poderia acreditar se me tivessem contado.

Hoje já não recorro aos calmantes nem em estado SOS, corro para retomar um palato e regime alimentar mais saudável e planeio retomar uma actividade física mais intensa que actualmente em breve. Tudo na busca da perda do peso e stress que ganhei naquele antro nojento. Adiante… é um processo de recuperação do eu que perdi e danifiquei, mas hei-de lá chegar. Devagar ou não, não desisto. Sou a única pessoa que nunca o poderei fazer.

E a consulta correu bem. O marco dos 2 anos está atingido e agora, tal como há 2 anos atrás quando acordei da anestesia e me disseram que era um rim fantástico e tinha já urinado 2 litros e meio assim que foi transplantado ainda na mesa de cirurgia… o futuro é meu e o que dele virá ainda depende de escolhas apenas minhas.

Obrigada a todos e todas as que me fazem sentir que mesmo nos dias em que as forças, a paciência, a energia e a vontade me falham.. mesmo que chova, sã ias lindos e merecedores de tudo apenas porque vocês existem na minha vida e fazem dela um sitio brutal para estar. :)


Obrigada de coração!
   

sábado, 15 de agosto de 2015

Energias Positivas : Absorver


Vamos falar de absorver. Não me vou referir a absorção de coisas coisas nutrientes, cheiros, alimentos, produtos de beleza ou medicamentos. Estou a referir-me a outro género de absorção que mesmo que não seja tão física como a destes itens, é muitas vezes mais prejudicial do que qualquer um destes ou quaisquer combinações deles.

Absorver energias. Absorver situações, atitudes e sentimentos. Alguns infligidos. Outros atirados e muitos fabricados e alimentados pelo eu masoquista e tolo de muita gente. E não pensem que falo do tecto da minha sabedoria porque também me encontro neste mesmo saco de pessoas que absorvem. Sou invariavelmente, ás vezes, um caso simples de “oiçam o que eu digo mas não façam o que eu faço”. Gostava de ter um alerta externo que me avisasse quando entro em conflito com o que penso e o que faço, porque sei que me magoo muitas vezes de forma desnecessária e parva.

Mas adiante.

Falo de energias.
E não me refiro aquelas que todos reconhecem como sendo alimento para objectos. Refiro-me aquelas que constroem e destroem seres vivos, seres humanos, tu e eu. Ainda há quem não acredite, aceite ou queira saber. Mas a realidade é que o mundo é uma realidade cheia de energias e nós somos verdadeiras esponjas ávidas e programadas para absorver todas as que se aproximam de nós. Isso pode ser bom e pode ser terrivelmente mau.


Existe mais facilidade em criar e encontrar energia negativa, que como um vírus, se absorve muito mais rapidamente. Multiplica-se com imensa facilidade, destruindo, esmagando e dizimando qualquer fonte de energia positiva natural que o seu hospede humano já possua.

Mais facilmente temos um mau momento, um mau dia, uma má altura e alimentamos essas situações, do que criamos uma boa emoção, um bom espírito e humor e o mantemos por muito tempo. Porque será? Porque é mais fácil estar mal e mantermo-nos assim do que estarmos bem e continuarmos?

Não sei mas agradeço que se alguém souber, mo diga.


Mas o que importa é aceitar e assumir que existem energias e começarmos então a distingui-las e a escolher quais deixamos que se entranhem em nós. Podemos e vamos ter sempre más situações, chatices, discussões, maus momentos. Obvio! Devemos identifica-los, reter o que seja útil e seguir em frente. Não digo ignorar! Nunca! Mas porque raio deixamo-los consumirem-nos e passarem a definir o total da nossa força e ser?

Uma pessoa com predisposição a gerar energia negativa (e elas existem) não deve ser renegada que nem um leproso. Deve ser reeducada com cuidado, porque mesmo sem o saber, vai estar a consumir a energia positiva dos outros e ao invés de mudar o seu núcleo, vai continuar a criar mais e mais energia negativa. Afundando-se a ela mesma e a todos os que a circundam.


Esforcem-se por mudarem quem são nesse aspecto. Não digo serem uns patetinhas alegres e fingirem serem felizes. Digo não terem um dia difícil e assumirem, matutarem, cismarem e alimentarem o sentimento de que o dia é horrível e a semana será um horror e é sempre assim e estão fartos e isto, aquilo e aculoutro e buuummmm!
Dia difícil? Sim senhora. Então vamos ver se o gaijo termina para o outro ser melhor e atravessem o resto do dia cientes de que está a ser chato e difícil mas sem se focarem nesse sentimento ou energia. Quando chegarem ao fim, irão ver que foi difícil sim senhor, mas chegou ao fim mais facilmente do que pensavam e amanhã é um novo, podendo ser A ou B, mas sem expectativas agoirentas ou nuvens já mal formadas sobre todo o mês e o vosso espírito.

Eu mesma quando sinto que me estou a deixar infectar com energia negativa ou a gera-la, prefiro isolar me e fechar-me aos outros como forma de controle da infecção, até corrigir o defeito e assim não infectar mais pessoas. Pode não parecer produtivo mas e a minha forma de gerir e o que prefiro fazer. Do mal o menor e tem funcionado. Às vezes as pessoas pensam que estou chateada ou com problemas porque me afasto, mas entendam que é um processo reparador para mim e protector para quem e quer bem.

Mas oiçam, se deixam que a energia que criam e absorvem seja negativa, lamento dizer-vos, e sabem que gosto de vocês mas… a culpa e vossa. Cada um de nós é o dono e guardião da nossa alma, corpo, espírito, mente, coração, o que quiserem chamar e acreditar. E venha quem quiser, façam e digam o que quiserem, em cada um de nós só entra ou alimentasse com o que quiser quem deixarmos. Por isso fechem a boca e não absorvam tudo o que de mal vos atiram.



Não se tornem geradores de funis de energia negativa para vocês mesmos e para os outros. Sejam espertos, intuitivos e justos. Se é bom: absorve-se, criasse, dá-se e troca-se. Energia alimenta energia e nunca ficarão sem ela. Prometo. Agora se é mau: aprendam o que e se houver algo para aprender e descartem. Energia negativa consome e destrói. Mesmo multiplicando-se, ela não alimenta, ela destrói.

Este texto foi feito para recordar algumas pessoas daquilo que eu repito diariamente (sou uma chata eu sei ;) ) mas também para mim que ás vezes sofro de um esquecimento interno estúpido e recuso-me a ser um cliché de exemplo “casa de ferreiro, espeto de pau”.


Sejam felizes e se não puderem ou conseguirem, sejam vocês mesmos, neutros a más energias e abertos para as boas.

Bom fim de semana, Chuac!
 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

10 de Julho de 2015

Faço 32 anos hoje. 


Uau...

32 anos. Nunca pensei que um dia terei 32 anos. Nunca tive pressa em ter 32 anos nem tenho trauma ou pavor em os ter. Simplesmente eu e o 32, tal como eu e qualquer numero alto nunca foi um pensamento sequer remoto. Nunca se pensam nestas coisas "vou ter 3 gatos um dia..." "vou trabalhar num ambiente odioso" "vou apaixonar-me de corpo alma e mente por alguém" "vou ter 32 anos e quiçá"...

A realidade é que hoje, eu, tenho 32 anos e para o ano o jogo continua a somar :)


Como disse, não temo nem fujo. A idade é um numero e como há dias em que me sinto mais velha, outros há em que não me encontro nesses 32. Inclusive sou a pessoa que se baralha várias vezes ao dizer a idade e diz que tem mais ou menos do que tem lolol.. Não porque queira enganar alguém mas porque simplesmente nem ligo nada a isso e pimba, lá sai erro.

Mas hoje marcam 32 buracos de anos na minha vida e cada um deles com coisas vividas, sentidas e algumas quero repetir e outros nunca na vida quero sequer repensar.

Venham mais 32? Não sei.. mas ninguém desligue a musica que esta dança não termina agora nem tão cedo. Termina quando eu dizer e quando for a sua altura de parar e até lá.... dançamos todos ao som das melodias que forem passando ;)


Obrigada a todos pelo carinho e companhia. 
Não seria quem sou se não fossem as pessoas que me acompanham nesta viagem chamada vida.
O que a vida me tirou nestes 32 anos, trocou sempre por melhor e de maior qualidade e tenho prova disso nos meus amigos e "família de alma" 

E agora com licença que vou-me vestir para ir trabalhar... 
(sim, infelizmente e devido a desígnios da vida, hoje pela primeira vez, nos meus anos, eu vou trabalhar. Desígnios da vida, mas que foram e são necessários e por isso aceitam-se e siga. Que até para fazer um belo ovo se partem uns quantos ovos ;)

     

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dia 10 de Junho 2015 (pensamentos e contemplações)


Hoje 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Dia em que todos, por mais que soframos e gritemos que Portugal já não é o que foi… devíamos recordarmo-nos o que é o espírito lusitano, ou antes, o que era e devemos (devíamos) encher o peito de orgulho e lutar para reencontrar a chama dos nossos antepassados que sozinhos, vindo de um canto de terra perdido neste mundo, lançaram-se no escuro para desbravar novos mundos e lugares nunca antes sequer imaginados. Onde estão os descendentes desse espírito? Onde andamos nós que nos afastamos tanto deles?

Eu hoje, ao contrário do que costuma ser para mim este feriado… foi um dia muito xoxo.. até o tempo o ditou. 


Até o Pipoca concordou ficando o dia todo a dormir… 

Por isso dediquei-me às nossas pobres vitimas hortícolas e orgulhosa mostro o desenvolvimento de algumas :)
  




Mas o sentimento que normalmente existe em mim neste dia (saber que daqui a 30 dias ultrapasso mais um ano de vida; ser o dia de Portugal e saber também que normalmente estou sempre de ferias nos meus anos…) desta vez não surgiu. Porquê? Porque a minha vida está um caos e não me sinto com vontade de comemorar este feriado, ou os santos populares ou o que seja. Não irei estar de ferias nos meus anos e ultrapasso momentos de dúvidas e medos. Por mais que me digam que vai correr bem, que devo ter coragem, força e garra… Aqui as palavras são tão mais fáceis do que as acções em si e por agora, sabem-me a nada.

Amanhã será, tal como sempre o é a cada novo dia, uma nova oportunidade para ser feliz e vencer… mas ainda assim, o receio, a duvida, o medo e aquela parte de mim que não consegue dar um passo sem ponderar as probabilidades e possíveis milhares consequências.. essa parte está tão receosa de tornar a cometer erros futuros que imitem os do passado recente.

Mas vou continuar, seguir em frente, e sem nunca esquecer de respirar fundo. Confiar e dar a hipótese ao novo dia que chegue de ser o MEU dia e talvez assim o sol brilhe novamente para mim.


A todos, bom feriado e resto de boa semana :)
    

sábado, 6 de junho de 2015

23ª Consulta: Até para nos podermos levantar temos que chegar ao fim do poço...

Normalmente escrevo o registo das minhas consultas no mesmo dia ou no dia seguinte o mais tardar.
Este vem com uma semana de atraso. Porquê?

Porque eu não ando eu mesma. Porque não me sinto inteira ou dona da minha vontade, força ou espírito. Porque, parafraseando os médicos e enfermeira que me viram no dia da consulta, eu estou com uma depressão. Eu. Com uma depressão. Ainda me soa a anedota ou surreal. Depois de tudo o que já vivi na minha vida. De tudo o que aparei, aguentei, naveguei e superei e estou AGORA com uma depressão? Não me leiam de foram arrogante ate porque como já disse algures, eu escrevo para mim, por mim, em forma de catarse ou organização exterior do que me entope interiormente. E de forma paralela, uso o meu eu como prova de que não sou diferente ou individual e se não o sou, também tu que me lês e pensavas ser o único a passar pelo que descobres agora que eu passo… também não és um ET neste mundo. Na pior das hipóteses, somos dois ET’s neste universo, mas que fiquemos cientes de que sozinhos ou excluídos nunca seremos. Somos apenas complicados e somos mais do que pensamos. Isto é positivo, não achas?


Mas como dizia. Eu estou com uma depressão. 

Eu que não consigo ficar na cama por mais sono que tenha. Que todos os dias faço o que tem que ser feito em casa, dou 150% no trabalho e divido os minutos poucos que tenho em tentar manter vivos os fracos fios de comunicação que me ligam ás pessoas especiais na minha vida. Eu que não me escondo nem desejo de forma alguma terminar a vida que tanto luto para viver e ser minha. Eu estou deprimida. … Tenho que dizer que concordo para que seja real ou é real mesmo que eu discorde? Vale de algo discordar? Ou concordar? O Tó diz que a negação é uma prova da depressão. Acho que ele confunde aqui com os viciados… mas se calhar é tudo o mesmo. Ou parecido. Quem sabe…

A consulta.. como disse no post que escrevi enquanto estava a decorrer a manhã da mesma (ler : Desabafo da primeira parte da consulta...  ) , tive dois (seguido de um terceiro com o nefrologista na altura de saber como correram as analises) breakdowns. Prefiro não me prolongar muito mais na violência emocional que foi aquele dia. Odeio o completo sentimento de medo e receio pelo resultado dos exames e a incerteza de saber como estou. Pior. Saber que não me tenho sentido bem emocional e psicologicamente e o pânico de que isso se comece a manifestar fisicamente. Nem quero recordar esse sentimento por isso prefiro ficar por aqui no que a isso refere.
 
 
Resultados: ureia, creatinina subiram. Nada alarmante mas subiram. Peso subiu. Tensão arterial também subiu. Justificaram em parte pela forma como me tenho sentido emocionalmente. Nervos, ânsia, stress… era quase irreal que não houvessem demonstrações físicas do meu estado constante. E por favor não me digam o que eu sei. Que não me devia de deixar afectar por bla bla, ou que sou mais forte do que bla bla ou que vou ultrapassar isso bla bla.. não me levem a mal, mas eu sei disto tudo. Simplesmente se calhar não sou mesmo tão forte quanto acham. Se calhar não é uma escolha masoquista minha deixar que isto me afecte. Se calhar não sei como ultrapassar isto. Se calhar á momentos em que quero apenas gritar e berrar. Não devo ser uma boa depressiva porque ao invés de esconder-me sobre mantas e chorar o dia todo, eu quero sair á rua e gritar e bufar (com algumas lágrimas ao meio de certeza… eu largo-as quando atinjo picos de emoção) aos quatro ventos tudo o que me pesa na alma.
 
 
Portanto, os valores estão um pouco alterados, mas ainda nada de grave. Foi detectado uma possível nova infecção similar à de Dezembro de 2014 quando tive que estar a tomar aquele medicamente quase 4 meses ou 5.. é identificada nas analises como PTHi. Irei repetir as analises de forma adequada e direccionadas para tirar a limpo se é confirmado ou não daqui a 1 mês. Sim… as consultas ao invés de espaçarem alem dos 2 meses, a próxima encurtou. E pelo médico seria daqui a 10 dias, mas ficou acordado devido a agendas e etc que ficaria para dia 3 de Julho.
 
 
Na medicação alteraram o tacrolimus para 5mg ao invés de 5.5mg. E o medico decidiu receitar-me meio comprimido de Victan de manha e a outra metade de tarde se sentir que preciso. Victan é um antidepressivo. Argumentei que não queria, que tenho receio dos efeitos, que não me quero sentir meio adormecida ou mocada… mas após insistência e recomendação, cá vim com a receita que aviei e tenho tomado o meio comprimido de manha e o efeito é zero. Faz menos que o calmante que tomava antes. Com o calmante ficava calma, com o antidepressivo nesta dosagem, não sinto nadica de nada de efeito. Nem calma nem nada. Mas recuso-me a tomar a outra metade de tarde. Ainda receio ficar uma zombie e pior que isso, criar habituação ou o que seja..  O calmante foi-me dito para tomar só se precisar de ajuda a noite para dormir. Mas também deixei de o tomar.


Faço bem? Faço mal?
Já não sei se o que decido fazer ou as consequências que me acontecem tem alguma influencia minha boa ou má. Sinto-me descontrolada dentro de mim mesma. Como se me tivessem sentado amarrada a uma cadeira dentro de mim mesma e me façam girar e girar e girar e totalmente indefesa ao que vou vendo acontecer, vou bufando e gritando e sentindo as emoções mas sem qualquer poder sobre elas ou controlo sobre o que as faz surgir. Sinto que perdi alguma válvula ou sofri algum dano e agora funciono danificada. Metade do que era. Menos do que sou.
 
   
Alguém me entende? Será que faço sentido ou devo reservar cama no Júlio de Matos?
Por favor não me levem a mal se sentirem que brinco com coisas sérias. Tento achar uma fuga lógica para o amontoado de pensamentos que ainda tento descortinar. Desculpem se me levarem a mal. Combinado?

Tenho portanto medicação alterada, ordens para ficar melhor, perder peso, caminhar e abstrair-me daquilo que me colocou neste buraco em que estou.

Por isso e após 1 semana de baixa que o medico me receitou (e terminou esta quinta passada), rescindi o meu contracto e … e agora o futuro me dirá se tomei uma decisão que me ajudará ou não.

Próxima consulta: 3 de Julho

Wish me luck. 
E por favor, não se preocupem. Agradeço de coração que o façam, mas não gosto de saber que ficam assim por minha causa. 


PS: Não sei lidar com a pergunta “como estas?” e respondo sempre “bem, ok, tudo bem” porque a resposta “mal, péssima, não sei, estou um caos, help” é-me impossível e inatural de dizer. Alguém por ai que se identifique com isto… ?


PS1: Peço desculpa a todas as pessoas que sentem que não lhes respondo ou falo. Juro por tudo que não é nada contra ninguém. Sou literalmente eu (velho chavão eu sei, mas sincero e real aqui).

(a ultima consulta foi no dia 29 de Maio e mais uma vez desculpem o atraso neste registo)
    

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Desabafo da primeira parte da consulta...

Momento do dia...  desmanchar me por completo quando a enfermeira me perguntou como estava,  que não parecia bem.

Sei que não me entendem,  mas eu sinto uma vergonha profunda por estar como estou devido a uma gaija e um trabalho mal pago.

Eu cresci entre maus tratos físico, emocionais e psicológicos.  Sobrevivi,  com marcas mas aquí estou funcional e sem defeitos de maior. Sai da casa deles com a minha roupa,  o meu PC,  4 almofadas e mais nada além de um saldo contabilístico de 500 euros negativos não feitos por mim. Sempre me mantive de pé com ou sem forças e sem o apoio ou ajuda de ninguém pra NADA a não ser o Tó.  Passei pela noticia de achar que estava grávida para a de o meu corpo estar a fazer shutdown e ter uma doença crónica com entrada imediata em hemodiálise. Sobrevivi,  aprendi,  adaptei me e avancei até ao dia em que veio o transplante. Vivi dificuldades físicas económicas psicológicas e nunca quebrei em toda a minha vida,  por mais pisadela, traição  e humilhação que tenha recebido até hoje e é agora e por isto que quebro??????

Às vezes penso e digo em voz alta "Onde raio está a pessoa que eu sou ou será que já não existo mais? " e depois respiro fundo e tento fingir que não me sinto como me sinto porque existem pessoas que se preocupam comigo e que fazem de tudo para que eu esteja bem e ainda assim...  sinto que ao me sentir assim  e sem conseguir controlar como me sinto,  que lhes falho e...  sei lá.

Desculpem o desabafo mas precisava de processar como me sinto porque nem sei dizer como estou..

domingo, 17 de maio de 2015

Eu e o meu cabelo, uma viagem com altos e baixos

O meu cabelo tem passado por diversas vidas.

Nasci com ele negro e liso, muito. Passou a alourado e com ondas, canudos. Foi-me cortado pois havia o receio de ter “apanhado o jeito das raízes africanas dos meus antepassados paternos e ficar carapinha” – vou refrear-me de comentar tal como não comento muito do que vivi na minha infância.. adiante.


Depois tornou-se castanho liso e com alguma ligeira ondulação quando muito comprido ou muito curto, bem como uns raios castanho claro quando chega o verão e praia…

Passou pela diálise e caiu. Quando tudo o resto falhava e o meu corpo atingia níveis de sofrimento e dor que nem compreendia.. o meu cabelo e vê-lo cair com o vento foi das poucas coisas que me fez quebrar e chorar. Caiu tanto que julguei ficar careca. Não sabia como impedir ou reverter por isso deixei-me ir. Tentei ampolas, shampoos, tudo…

E veio o transplante e ele recebeu a ajuda e o alimento que tanto precisava e vai aos poucos recuperando. Tornou-se mais forte, já não cai com o vento ou aos molhos quando lhe mexo. Vai ganhando algum brilho, vai crescendo e nascendo aonde antes tinha caído. Ainda recupera e eu espero e apoio como posso. Com shampoos, mascaras, condicionadores, seruns, etc…

  
E agora entra numa fase que nunca antes o vi, faz canudos e ondas serradas sem ajuda alguma. Lavo e penteio ligeiramente e quando dou por ele, faz canudos e ondas e onde antes ficava espantada e confusa, agora acho piada e deixo-me levar na onda.


Comprei uns condicionadores em spray sem precisar de enxaguar.
Comprei umas mousses e sprays para apimentar e brincar com as ondas.
Comprei até uma escova que vi num anúncio (fui procurar no ebay e comprei a preço de chuva!) e intensifico os canudos quando me apetece mudar.

 
E brinco. Uns dias penteio-me, noutros coloco o condicionador em spray e não faço mais nada. Nalguns uso mousse, noutros a escova. E vou brincando e mimando e confiando que tal como sempre, o que for meu chegará e o que não me for devido se irá.




 A vida é mesmo isto, momentos A, momentos B e uma constante necessidade de adaptação e aceitação. É uma lição que me custa aceitar mas que já aprendi e reconheço mesmo contrariada.



E vocês?

Se quiserem que seja mais especifica ou vos fale sobre algum dos produtos que tirei fotos, digam :)
  
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