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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

I'm alive!!

Achei brutal o facto de que o post anterior a este é relativo ao inicio do ano que agora está na recta final.

éfing” cool! Consegui passar um ano inteiro sem comunicar.
Deve ser uma first para mim…. Ainda que as pessoas que me rodeiam pensam que me conhecem e que sou A B ou C… ainda consigo provar silenciosamente que na realidade sabem zero sobre mim.


: ) just the way I like it.

Então vamos lá falar…
2017…. 2017… 2017… como foi… ou é… está a ser… 2017.
Coisas boas? Hmmmm….
Coisas más? Hum Hum!

Este foi um dos anos mais sofridos da minha vida e eu já tive uns beeeeeeeeeeeeem lixados. Mesmo! Lixados com um F dos grandes.

E ainda assim… 2017 tem algo de bom! Está quase a acabar e não volta a acontecer. Sabendo na mesma que 2018 pode ser um livro em branco cheio de asneniras e porcaria pronta a acontecer…. Acredito que igual a 2017 não voltará a ocorrer!!!

Não sei bem se 2017 vale a pena ficar registado. A minha vontade é dar com o cortex frontal contra uma ombreira de porta até eliminar a memória deste mal fadado ano, mas acho que ganharei um galo e não alcançarei o meu objectivo. Dito isto, cachola parada e ombreira salva.

Foi muito complicado e ainda está a ser complicado.
Muitasssss duvidas… muitasssssssssssssss desilusõessssssss…. Muitas perdas… muitos medos… muitas situações que nunca imaginei passar e passei. Aprendi a comer as palavras “nunca” com todos os dentes que tenho. Aprendi que as verdades que consideramos absolutas valem niclkes. Aprendi que no fim apenas temos os nossos valores pessoais e mesmo esses são colocados à prova de fogo quando confrontados com situações que nem concebíamos.

  
Acho que foi devido a todas estas intempéries que prolonguei o meu silencio para alem do que muitos consideravam impossível. Honestamente mantinha-me calada por muito mais tempo… O silencio torna-se um pijama quentinho e quando damos por ela… a solidão torna-se num sofá confortável de onde nem imaginamos ter que sair.


Mas a vida existe e presiste.
Os azares, os medos, a má sorte e até as sanguessugas emocionais estão sempre presentes. Não é nem nunca será por nos enfiarmos debaixo da cama ou dento do guarda-fato da vida que eles irão desaparecer sem nos afectar. As coisas são como são e perantes esta crua e fria constatação só existe uma atitude… “to do or die”.

Vocês sabem que decidi há muitos anos atrás que morrer não era parte dos meus planos (pelo menos por agora e se me for dado opinião a ter). Como tal, I do.

E por aqui ando. Calada.             
Quieta. Silenciosa.
Presente.

Sou uma espécie de “olho de Sauron” só que mais louca.



De resto e em tudo o mais, igual.


E sem dizer mais, pergunto: e o teu 2017? 
  

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Consciencialização de final de ano: reconhecer e agir!

Acho que devia deixar isto registado. Seja porque não sou de deixar coisas entaladas, mal entendidas ou pelo simples motivo de auto responsabilização, para garantir (como sempre foi o motivo de ter um blogue) e impedir me de negar, fugir ou esquecer o meu eu passado e as suas acções e emoções perante o meu eu futuro.

Estive ausente e descobri que a vida não espera por ninguém e que muitas as vezes a soberba sobrepõem-se à generosidade. Trocando por miúdos, eu não mudei e se me ausentei foi por motivos pessoais e que se já me conhecem minimamente saberão que necessitariam de ser valentes motivos para o ter feito feito. Estamos a falar da teimosa que carregou um portátil para todas as diálises mesmo sabendo que passava mal e pouco uso lhe dava.

Repito, não sou de falhar. Se há pessoa que me raxa ao meio quando falho, sou eu!! Por isso para eu desaparecer, é porque foi necessário e honestamente, não sei até que ponto é que não será ainda necessário.. Mas siga.

Dito isto, descobri que tenho onde confiar e descobri onde destralhar. Sabem que faço destralhes físicos e virtuais de pessoas e artigos. Pois aprendi a fazê-los de igual forma a nível profissional - semi profissional porque este blogue não me paga nada, e isto fica como directa a quem acha que ser bloger dá dinheiro (se calhar dá ás chiques que nem são elas mesmas a gerir os conteúdos que surgem, mas eu sou eu e eu apenas, lamento).

Concluo: obrigada a quem está desse lado sem nenhum lucro a permitir-me ser eu mesma e ajudando com a simples névoa da sua presença, vale mais do que imaginam e é por vocês, e apenas vocês que faço passatempos com a ajuda da generosidade dos parceiros que mo permitem e gentilmente confiam em mim e no meu trabalho. De outra forma, não os faria. 

Por isso e, como tem sido todos os anos, vamos ter Mega Passatempo de Festas de fim de ano com a generosidade de quem existe e fica!

Fecharemos 2016 com um pequeno destralhe :)
Começasse o ano com casa limpa!

   

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Panela de pressão a ferver...

Já se sentiram fartas de pessoas?

Fartas de falarem com pessoas. De ouvirem outras pessoas a conversar. De sentirem os ouvidos a arranharem por dentro só com o som da voz de qualquer pessoa? Fartas de sentir olhos, caras, corpos, cheiros, tudo!? Fartas de viver num mundo povoado por tanta gente e por mais de 2 terços dessas pessoas serem ocas e menos de 0.0001% terem algum interesse para contigo ou tu mesma com elas?

Farta? Simplesmente farta?



Eu estou a ter um desses dias.
Melhor. Uma dessas semanas.
Correcção. Um desses meses!

Ah, espera. É Natal e eu não sou religiosa, dou-me com a minha família de sangue e o meu marido trabalha que nem um mouro por uma miséria nesta altura do ano. 2015 foi o pior ano da minha vida ou um valente concorrente a um dos piores e se salvarmos a parte amorosa, nada mais se salva.

Pois.

Se calhar é isto.

É capaz..

PS: Sinto-me algures num limite final de tolerância...



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dizem que uma imagem vale mil palavras...

Por isso deixo aqui uma imagem com algumas singelas palavras : )


....ando inspirada e com nível de tolerância zero. 
Pelos vistos...
   

domingo, 25 de janeiro de 2015

Coff coff... (n se cheguem muito q ainda vos pego)

Quero pedir desculpas se andar mais calada ou ausente, mas com uns problemas no work e agora o raio do bixito da constipação apanhou-me.. admito q ando a trabalhar a 20% das minhas capacidades.

 

Preciso de caldos, liquidos, vitamina e um pai de santo.... ahahahah...
kidding... liquidos e vitaminas é a mesma coisa o.O


Não desapareci, estou só em recuperação... 
E tenho coisas para vos mostrar e falar.. ohhh como queria ter uma dupla... 


Mas participem no passatempo e tal como prometido, assim que cheguemos aos 2500 lanço um 2º passatempo com a parceria da Boots :) e quem sabeeee.... depois mais um que será uma surpresa para quem como eu adora ler ;) uma surpresa autografada e mais n vou dizer por agora...

Coff coff... (cuidado senão ainda vos pego algo ;)

      

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Realização do q tenho q aprender e n esquecer, a começar já em 2015!

A vida dá-nos abre olhos e nós feito otários vamos levando pancada atrás de pancada e parece q n aprendemos.

O meu desejo pessoal apenas para mim e como meta a atingir em 2015?


Cimentar o meu coração e aprender a dar as mesmas patadas e cuspidelas q levo nesta vida. Isto de acreditar q nesta vida há Karma ou justiça divina ou uma balança q acaba por equilibrar é treta. Chega de confiar q as boas acções e as atitudes são vistas e valorizadas. Trato na ansia de ser tratada de igual e o que levo? Gozo e mais gozo.

 
Sou otária e palhaça por minha unica culpa. E em 2015 juro q isso vai acabar.

E vocês? Tem alguma meta pessoa interna só vosso para 2015?
    

sábado, 6 de dezembro de 2014

Primeiro fim de semana prolongado em séculos...

Bom dia :)
Dia 1 de folga:

acordei 7h40 - gato rua, nota: frio!
cama feita, roupa a lavar - 8h20
pequeno almoço, roupa apanhada q estava já seca - 8h40
mantas dos sofás sacudidas, pó da casa todo limpo, sapatos arrumados nos locais - 9h00
roupa estendida e loiça lavada - 9h15
aspirar e limpar o chao de tudo - 9h45/9h50
nova maquina a lavar com a roupa da cama q tirei ontem antes de ir dormir, arrumar loiça seca, bancadas da cozinha limpas, levar o lixo a rua - 10h30
marido chega do work, come, desarruma, adormece no sofá mais gatos - 11h00
voltei a arrumar casaco, sapatos e varrer onde ele comeu grrr..... apanhei duas mantas q estavam a acabar de secar (estendais vazios a espera da roupa da cama q lava) - 11h30

- pc time até ás 12h enquanto a maquina acaba. -

A maquina acabou, vou estender e vou colocar a 3ª e ultima maquina com roupa nossa, já lavei as loiças da casa de banho e vou ficar a dobrar a roupa q n se passa, colocar a outra de lado para passar e enquanto vejo tv, passo essa roupa.

Quando ele acordar vou fazer o almoço q ja esta temperado e n demora muito. liguei-lhe e ele trouxe pão e alface do PD por isso ainda nem sai de casa.

Mas se calhar como esta sol, vou de tarde ao Jumbo aproveitar a promoção nos iogurtes (com vale) e o bacalhau e banana q esta em promoção e fica perto de casa.

Amanha vou ao Continente comprar comida pro gato q é a mais barata e é a q eles preferem. segunda chegam as compras do mês que tenho que terminar a lista (coisas pesadas e mercearias congelados gerais) e quem sabe, se o espírito acalmar, vou relaxar a ler, ver tv ou pegar nas agulhas e quem sabe, inventar algo q n faço há já algum tempo.

Mas sei bem q se tudo isto n estiver feito a minha mente n me vai conseguir permitir relaxar :)

Valorizo o depois mas sei q faz parte de mim conseguir atravessar estas etapas primeiro para chegar ás que me provocam apenas descanso. E honestamente já sabem q n considero um castigo a lide doméstica.

Ah e ainda planeio ir organizar e atribuir local fixo ás coisas que povoam mal e desorganizadamente as gavetas cá em casa.

Tudo sem tlm... que esse ficou a passar o fim de semana prolongado lá na gaveta do trabalho..
Tinha muito para vos mostrar, mas as fotos ficaram no tlm.. por isso...


E vocês?

Bom fim de semana 
        

domingo, 30 de novembro de 2014

No more bullshit even from me!!

Não me tenho sentado para escrever isto por dois motivos que invento para mim mesma para fingir que não sei o motivo.

Digo para mim “ah, falta de tempo, atenção, preguiça etc..” 
Isto é treta e não aceito treta dos outros por isso chega de me dar autorização para “bullshit myself”!

     
A realidade é que não escrevi porque tenho medo da força que algo dito, admitido, escrito tem. Assim que admitimos realmente uma noção de pensamento ou ideia, ela ganha força e vida. As pessoas ainda não se mentalizaram que o que sentem, pensam e dizem tem mais força do que podem algum dia imaginar. A inexistência é nada. Já a consciencialização mesmo que mental ou emocional de algo dá-lhe vida e um fogo que consome forte e rápido.

O que não quero admitir é que me sinto perdida. Sinto-me ansiosa, tensa, nervosa. Com medo de um futuro que me foge e corre e obriga-me a correr atrás sem saber bem se é esse o trajecto que quero e o que será o melhor para mim. Leva-me a sentir medo e indecisão do que faço. Será que a próxima curva é um muro e vou-me espatifar de tal maneira que a ultima coisa que vou sentir é que estava melhor parada? Ou será que poderão aparecer uns calhaus e até sou capaz de tropeçar e tal, mas que vai compensar porque mais a frente a estrada melhora e o melhor do meu futuro esta no fim deste carreiro?
 
 
Sou muito indecisa. Tenho como a pior das minhas características a indecisão e o medo que o “não saber” e “não controlar” me trás.
Tenho igual pavor dos resultados dos meus “sins” como dos meus “nãos” , e pior fico quando tenho tempo de sobra para sofrer por antecipação.
Já tentei psico-enganar-me mas não funciona. Por mais que tente, são receios e defeitos enraizados muito fundo.

E aqui estou. A inventar o que posso para colocar a frente do sentimento que me tolda: receio das consequências das minhas escolhas e do desconhecido que dai advêm.
Segunda começo num novo trabalho aonde vou ganhar uma miséria. É razoavelmente mais perto de casa do que qualquer outro que tive ate hoje, mas acabarei quase por perder o mesmo tempo em transportes devido a lentidão e desencontro dos mesmos. Não tem estabilidade, não sei se me vou ambientar e neste instante não sei se todo este sentimento amedrontado vem da confortabilidade que estar em casa nos provoca ou se é um alerta de que tomo rumo a uma decisão que me vai trazer prejuízo e não lucro.

Mas sigo. Acho que sigo. Sigo e preferia que não houvesse tempo para sofrer e sufocar com duvidas e antecipação. Mas tenho.


E por isso aqui estou a inventar.. 

Sei que o facto de me ter desiludido com muitas pessoas recentemente... ter descoberto que tenho muitas pessoas ingratas e sanguessugas que aceitam bem o receber apenas.. deixou-me de olhos bem abertos, mas acumulou neste novelo emocional. 


E acho que era isso que tinha que dizer e pronto. 
Porque se não aceito tretas de ninguém, não as vou aceitar de mim mesma!

     

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Natal este ano (aqui em casa) é assim

Sou aquela pessoa que faz a árvore de natal e decora a casa ao inicio de Novembro pois chega ia 26 de Dezembro e ja penso em limpar tudo e deixar a casa limpa e arrumada para receber o ano novo. Pois este ano, as mudanças económicas e mentais em mim, fizeram com que o espírito de natal que tenho tenha reduzido.

Considero que o natal será mais uma ideia que uma realização este ano.

O meu moço é pasteleiro, mata-se a trabalhar nesta época. Chega a fazer uma directa de 48h (quando não é mais...) na véspera, chegando a casa ás 16h do dia 24 e voltando ao trabalho na noite do dia 25. Como tal, decidi que este ano, juntando a escassez monetária, não há cá saídas, nem prendas (os mimos que podia dar já os dei a quem podia) nem nada. Seremos nós os dois e finito e está muito bem.

Mas ainda que a vontade de ir montar a árvore de natal enorme e fazê-la, desorganizar-me a semi ilusão de sala organizada e bla bla.. não me estava a apetecer. Então este ano fizemos algo diferente e acho que ate ficou giro.

Se sinto falta da árvore grande? Não. Do sentimento que me fazia sentir vontade de a montar e decorar? Sim.

Mas a vida é mesmo isto e conforma-mo-nos ou mudamos. Eu mudei e acho que esta bonito e esta com espírito e pronto, como disse, fica assim.

Gostam?


(As fotos que se seguem são fotos da nossa sala e hall de entrada)

Hall de Entrada




Pequenos recantos decorados na Sala de estar




Sala de Estar




Árvore do Hall de Entrada


Árvore da Sala de estar


Gostaram?
Mostrem-me as vossas, se quiserem :)
      

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Desabafos de uma tripulante sem rumo

Adoro receber aqueles emails de fulana xis ou ypslon a dizer que a minha vida vai mudar em breve ou para ter isto contactar ali ou ainda que sabe ou tem noticias vitais e eu devia de correr a ligar e tal..
A minha vida. Que giro. Há quem saiba o rumo ou algo para mudar positivamente o rumo da minha vida.

  
Parece uma piada. Sem piada nenhuma diga-se de passagem. A minha vida. 

Durante anos não me importei com o futuro, pronta a fazer tudo para o construir com um presente constante e estável. Certa de que os traumas do meu passado não me mudariam ou definiriam os traços do meu carácter ou escolhas. Feito isso, a vida vem e pimba! Novo rumo.

Um futuro roubado, um presente momento a momento vivido sob riscos e incertezas, dia a dia, devagar para que o rumo frágil seguisse de alguma forma, até encontrar um abrigo semi-estável para a tempestade que era a minha vida. E txanammm!!! Mudança feliz que afasta por algum tempo as nuvens que haviam ofuscado o meu destino ou futuro. Oh happy days!

E ao mesmo tempo, como final joke na minha calma precária, veio uma pancada e lá se foram os happy days, de tão rápido que foi pareceu felicidade de horas do que dias ou meses.
E aqui estou. A tentar equilibrar-me sobre incertezas e medos. Sonhos difusos e preocupações.
Preocupo-me com o agora e com o amanha.

Preocupo-me porque no meio de todas estas pancadas, sempre mantive a habilidade de funcionar socialmente e economicamente. Sempre tive o orgulho e certeza de que mesmo sem forças ou saúde, vontade ou alegria, fui sempre profissional e certa. E isso deu-me sempre a certeza de que financeira e socialmente fui sempre autónoma e estável. Pouco mas estável. E agora até isso a vida me tirou. E por ter sido sempre uma constante que dependia de mim e por ser cada vez mais grave e urgente a situação económica neste pais (e em mim), eu sinto-me a entrar numa espiral de incerteza, duvida, medo e pânico.

Fazem 6 meses disto. 6 Meses de currículos enviados, poucas entrevistas, nenhuma resposta. Nada.
E aos 6 meses eles retiram mais uma fatia para um fundo qualquer que lhes apetece chamar A ou B mas é apnas mais uma forma de dizerem “fazem e tens que comer e calar!”

E no meio do pouco que era, fica ainda menos. E a frustração de saber que há quem passe nas frestas e leve mais. E saber o que descontei e que tudo fiz pela legalidade e na altura H, sou gozada. Sabem que ainda hoje as minhas contas da SS não batem certos no valor do SD em comparação com a dos meus colegas de horário igual? Primeiro diziam que era por causa dos dias e descontos feitos nos meses que estive de baixa a seguir ao transplante e colocaram-me durante 2 meses a andar de um lado para o outro a pedir a minha ex-entidade patronal que colocasse xis dias neste mês e xis naquele e bla bla bla.. E mesmo assim os valores continuaram abaixo, e os ditos “acertos que serão feitos automaticamente” nunca foram feitos. E eu esperneie e esbracejei mas de nada valeu. De nada vale neste pais sem rumo, parecido comigo.

E cá estou. Uns dias sem vontade nenhuma, outros com pouca. 


E continuo a receber os emails de fulana A ou B a dizer que sabe algo para mudar drasticamente o rumo da minha vida.

Se calhar devia de lhes responder… mas acho que prefiro apaga-los. Se eu não sei o rumo dela, não hão-de ser elas a saber.

Não liguem para o desabafo. Hoje.. agora.. ultimamente… tem sido uns dias difíceis de digerir. E saber que nao fazemos a nossa e com isso sobrecarregamos outrens, então ainda custa mais...


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Hoje em dia o que prolifera são pedidos de ajuda nas redes sociais...

...seja de quem seja... seja de onde venha... seja por motivos sérios e extremos ou situações que são elas mesmas duvidosas ou meio esclarecidas. O que acontece é que se tornou moda e enquanto uns pedem para comer, outros pedem para manter luxos, ou alcançar sonhos. Considero que as coisas não tem todas o mesmo peso ou valor e se na net tudo cheira bem, quando é na rua o cheiro e olhar é diferente. Porquê?

Não levem a mal mas é o que penso, desejando muita sorte e um futuro feliz e cheio de bênçãos a esta família, sou forçada a desabafar.

Em relação a isto e a esta história sobre a família que teve um bebe tendo ido viver para o Dubai e não consegue suportar as despesas médicas. Leiam isto primeiro pff: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204644661786759&set=a.1789589869818.102968.1541747444&type=1  para que consigam entender mais ao menos de onde vem o meu desabafo, se por acaso não estiverem familiarizados com a historia. Mais uma entre muitas...

*****

Espero bem q n se lembrem depois de vir novamente pedir dinheiro àqueles que se tornaram seguidores desta historia e fico curiosa de saber, se o tal emir se disponibilizou para pagar todas as contas, será que vão devolver o dinheiro a quem deu o pouco que tinha para ajudar quem pedia, comovidos pela situação?

Segundo, os meus parabéns á resposta do nosso estado e entidades e uma estalada para quem diz que Portugal não se importa com os seus, nem todos são regra de exemplo e espero que este exemplo se torne algo bem visível para todos.

Terceiro, clap clap clap pelos pontos finais referidos pois a realidade é, se vão para fora consciencializem-se que as coisas não são como o "horrível país mãe" que deixaram e especialmente no Dubai, que é um pais de pobrezinhos néééé não me surpreendem os valores que, para cá são caros, para quem lá vive e prospera serão normais.

Tudo de bom e muita sorte a esta família mas a titulo pessoal o meu conselho é, voltem a Portugal ou arranjem como conseguir poder suportarem possíveis situações de emergência futuras, pois um prematuro recém nascido poderá vir a ter muitas visitas ao hospital e internamentos e se o tal emir depois não pagar mais nada, vão voltar a pedir dinheiro em praça publica?? Não! Que as pessoas a quem pedem também precisam do pouco que teem e vivem cá "dentro" porque lá fora é caro.

Por isso se querem viver "lá fora" amanhem-se por vocês mesmos pois é isso que se chama ser adulto.

Não levem a mal o meu desabafo, mas já passei por dificuldades e sei de quem passe e nunca vi tanto estender de mão publico que pelos vistos agora é moda nas redes sociais. E as ondas de solidariedade que movem! Aos pedintes viram as caras na rua ao frio, mas como na net as pessoas que pedem não cheiram mal e teem tempo de antena para poder falar e falar e falar e convencer com fotos e argumentos os corações mais sensíveis a darem... o tratamento já não é igual. Porque é que, quando escrito através de um monitor tem maior poder de sensibilização do que sentado no chão de uma rua suja á chuva e ao frio? Por causa da estética da coisa? Alguém que ofereça um portátil a quem vive nas ruas sem nada para comer e talvez consigam ter um sitio quente onde dormir nessa noite.

Só isso.

********

Para mim pedirem-se verbas para ajudar alguém a ir tentar salvar a sua vida com um tratamento experimental no estrangeiro pode ser motivo para um peditório publico virtual.. estas coisas... opá... tenho outras considerações que mudam conforme a historia que cada um conta claro. Mas isto é apenas a minha opinião claro.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Estar desempregada tem sido uma aventura…

Primeiro, o rumo desde o ano passado de que “com a fusão, lá iríamos alguns..” dito e feito, em fins de Abril, lá veio o aviso e a data final 22 Maio. As contas finais ainda se vão fazendo, faltando o dinheiro que me vai possibilitar não entrar em stress e afogamento financeiro até um novo trabalho aparecer.


Entretanto a inscrição no centro de emprego, atendida pela mais lenta e menos inteligente… é o que me vale ter ido para lá ás 6h e sido a primeira. A culpada sou eu, devia de ter ficado a dormir é obvio. Uns dias depois, a mensagem indeferido no pedido de subsidio de desemprego por parte da segurança social.. que trás nenhuma segurança e muito desespero a quem lá recorre. Bem vi nas filas e nos bancos. A cara fria e impávida, alguma delas bastante arrogante de quem nos atende também ajudará quiçá nada.. Compreendo que se tornem frias e tenham que o ser devido á função que teem, mas há um limite e esse há muito que foi ultrapassado. Quem ali esta está apenas num tacho confortável. Acredito cada vez mais que a incompetência e falta de qualidades é o único critério usado na hora de empregar alguém… Já começo a mentalizar-me que a minha insistência natural em dar 100% apenas é recompensada em 20% de respeito ou consideração.


O erro do indeferido foi causado por uma inscrição feita pela empresa que nos recrutava para uma continuação do projecto que a minha ex-entidade empregadora tinha perdido. Uma empresa que, para mim e aqui apenas vale o que eu penso, pouco ou nada é directa ou clara, e que nas atitudes que felizmente não conseguiu esconder durante o período e tempo pré inicio de contracto, mostrou ser um futuro buraco. Tenho colegas que para lá foram e estive até á ultima da hora para ir-não-ir.. mas com aquele receio que tenho sempre dos saltos dados e não dados.. não fui e desejando-lhes a eles toda a sorte do mundo, espero encontrar algo que tenha um ponto de estabilidade e justiça. Acho que pedir para ser tratada correctamente e paga justamente pela função que desempenhar não deveria de ser um absurdo.. mas sei que cada vez mais é. O futuro profissional assusta-me mas tento não ver no exemplo e mensagens negativas dos outros o meu próprio futuro.


Pois bem, inscreveram-me quando nunca o deveriam de ter feito. Dai a recusa da parte da segurança social. Contactar explicar, ouvir pedido de desculpas e “apenas” 3 dias depois lá me entregam a confirmação da anulação (por email por isso n pensem q ate foram rápidos pq n foram e tive q trocar uns 7 emails e sms’s e chamadas…). Depois existiam ainda descontos feitos pela minha ex-entidade patronal durante os períodos de baixas medicas (após transplante) que não coincidiam em dias. No total estavam certas, mas os dias não estavam como a segurança social queria..  novos contactos, novos emails, nova espera…


Lá entreguei tudo na segurança social e espero para ver o indeferido mudar para deferido e se isso não acontecer, prometo aparecer nas noticias “mulher mata funcionaria segurança social após…”

Entretanto fui hoje á dita apresentação quinzenal na minha junta de freguesia, que fica mais longe do que a de cascais. E porque não vou á de cascais? Porque por por uns 400 metros não pertenço á freguesia de cascais, logo ctt e junta de freguesia ficam a um caraças de quilómetros… mas pronto. Chego lá, cedinho, e o senhor não pode fazer nada, PORQUE a santa da lesma que me inscreveu no centro de emprego, não me adicionou ao calendário de apresentações, logo ele não consegue validar e emitir a nova apresentação. Bonito hein!?

Lá vou eu hoje a seguir ao almoço, ou em substituição ao almoço… tentar não ficar lá a tarde toda a resolver esta trapalhada.

Digam lá que a minha vida não é uma pura festa?...


sábado, 31 de maio de 2014

A minha visão enquanto transplantada renal

No outro dia andei a visitar certos posts que fiz assim que fiquei doente e fixei especialmente o primeiro, escrito ainda no hospital, 8 dias depois de diagnosticada.

A minha vida como uma doente renal crónica


8 dias depois de ter sobrevivido e ainda a tentar entender, colocar tudo em ordem e perceber como seria a minha vida de agora em diante. Parece que foi outra pessoa a escrever aquilo. Tanto porque a realidade foi dura e diferente, como os sentimentos e formas de reagir daquela Tania são bastante distantes desta que vos escreve agora.

Cresci, aprendi, perdi, recuperei, sofri, evolui. Mantive-me como consegui. Sobrevivi. Durante muitos anos foi isso que fiz, sobrevivi dia a dia, as diálises, cada barreira e cada novo problema ou obstáculo. Mesmo com medo, sempre em frente. Porque nunca considerei a hipótese de parar ou desistir, por mais triste, irritada, frustrada, cansada, desiludida… mantive-me sempre em movimento. Andar na ânsia de ultrapassar as dificuldades, de percorrer a pior parte do percurso e quem sabe, sair ilesa e mais forte do outro lado de lá. Não aceitei nem aceito que a depressão alguma vez me consuma ou que as dificuldades se tornem num manto.
E aqui estou. A fazer quase 9 meses de algo que considerei um dia impossível de acontecer : o transplante.

Não me arrependo de nada a não ser de não ter tido mais cuidado antes. Ainda penso que quem sabe poderia nunca aqui ter chegado. Mas depois a pessoa que sou hoje pensa “e quem seria? Que outras dificuldades poderiam ter surgido? Trocar um problema pensando que nenhum outro surgiria?” A vida é feita de dificuldades que, ou enfrentamos e lidamos com o espírito e mente claro e pronto a ultrapassar ou resolver, ou desistimos á partida e assumimos a derrota e o sofrimento como a única existência possível.

Tive uma vida de treta.. muito nunca aqui escrevi e quem sabe nunca o escreva. A minha doença foi mais um obstáculo, um maior e mais palpável pois se tornou cruelmente parte de mim para sempre e vive e existe recordando-me disso (mesmo após o transplante), mas não foi mais do que um pedaço da minha lista de dificuldades. E não quero com isso dizer que sou uma coitadinha e pedir cá pena ou atenção por isso. Nem de longe nem de perto.


A minha vida fez-me quem sou e eu gosto de quem sou. Tenho defeitos, tenho qualidades, sou imperfeita como todos. Ao longo de tudo espero poder dizer que aprendi sempre. Sempre retirei uma lição de forma a não repetir o mesmo percurso ou erro duas vezes. Por isso, valorizo os momentos maus pois é apartir deles que moldo a minha fibra e dou o valor real aos momentos bons.  

Por isso, aquela pessoa assustada, magoada e triste .. sou e serei sempre eu. E essa pessoa aprendeu e pegou nas dificuldades e nos sofrimentos e ao invés de se deixar despedaçar por eles, aprendi o que consegui e … e aqui estou. E daqui quem sabe para onde o futuro me levará. Porque aconteça o que acontecer, eu gosto de viver. Venha o que vier, eu gosto de aqui estar e poder ou decidir fazer tudo o que um ser vivo é capaz.

Não tenho crenças, fé ou credos. Não sei se há outra vida, outras realidades, outros tempos, outros mundos… mas sei que enquanto estiver nesta, quero cá estar e aproveitar ao máximo.


Por isso posso dizer que de doente renal em hemodiálise, escolho ser transplanta renal e não doente renal transplantada. Ciente de que esta doença nunca desaparecerá, que serei sempre doente renal crónica, que o transplante pode não ser eterno, que os cuidados a ter são ainda mais importantes e que o futuro nem nas estrelas esta escrito.. eu escolho o que sou e como deixo que isso me afecte.

E hoje, fazendo sol ou chovendo, por mais raiva e inveja que isso deixe em quem me deseja mal ou odeia á distancia, vou vivendo cada dia, aproveitando os bons momentos, aprendendo com os maus e no meio das minhas escolhas:  vou sendo feliz.

Quando posso, como posso e com quem posso e amo.
E isso, nem doença nem nada mudará.


Nota para ti que me lês:

Por favor, sei que muitos não vêem a vida desta forma e sofrem outra forma ou sentem de outra forma as coisas e não quero julgar ou dar opinião.. queria sim que tentassem não deixar que o pior que vos aconteça vos marque, aprendam e valorizem sempre os pequenos ou grandes momentos positivos. Se o mau existe, é porque o bom também lá está.


Tenho pena que não partilhem publicamente o que sentem, porque acredito que se o fizessem, talvez não vos ficasse tão marcado internamente. Muitas vezes o que guardamos causa mais mal do que bem, e falando por mim, partilhar e saber que há do lado de lá alguém que passa o mesmo ou alguém a quem aquilo que digo ajuda de alguma forma… ajuda-me. É por exemplo uma das coisas positivas que valorizo. Tu, ai calado a ler, quem sabe a sofrer, triste, com medo ou duvidas, valorizo-te e se puder ajudar a que esse sofrimento seja menor, obrigada : )

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nada me deixa esquecer que sou transplantada, inclusivé os stresses...

Não tenho falado da minha vida ou rotina de transplantado porque tem sido complicado ser eu mesma nos últimos meses. As questões praticas e comuns a todos como vida familiar, relações de amizade ou dinheiro teem-se sobreposto e intensificado e dai que tenha, erradamente, dado permissão ás mesmas que se tornassem prioritárias e faço mal. Posso e devo viver a minha vida livremente, mas não me posso nunca esquecer que este rim e a minha condição de saúde esta e permanecera sempre prioritária a tudo e todos.
Não tenho passado mal. Ainda que nas ultimas semanas tive umas dores ligeiras e ocasionais na zona da barriga por baixo do umbigo (o rim esta mais a esquerda, não era no umbigo mas ao lado vá..  ) que associei á menstruação e como eram ocasionais, nem liguei muito. A menstruação veio e foi e as dores também.

Devo mencionar que, mesmo no meio do caos de anos de diálise e condições físicas que afectam qualquer IRC, sempre fui mais ao menos certinha, e ainda que depois do transplante tenha passado uns meses sem vir, o que é normal.. depois acabou por voltar.4 ou 5 dias e pronto. Semi-certo e regular. Este mês veio 6 dias. Foi-se dia 16 e hoje notei que estou a sangrar novamente. O que não é normal para mim mas que sei que há mulheres que são assim.

Quando notei fiquei semi-pânico. Porquê? Porque não é normal, porque não esperava, porque comecei a pensar nas dores ligeiras e ocasionais que senti há 2 semanas.. porque sou assim, preocupada especialmente quando penso que pode afligir o rim.
Medi a tensão, tirei temperatura e tudo dentro de valores normais.
Pesar-me, sei que o peso anda oscilante, especialmente quando o intestino anda mais preso.. mas logo vejo amanha quando acordar e me pesar.

Porque é que venho escrever isto?
Porque não sei se é importante ou não. Não sei se irei mais tarde olhar e dizer “era importante” ou “era banal e eu stressei sem motivo” e porque sei que um dia, um de vocês que me lê, hoje ou no futuro, irá sentir, viver, passar pelo mesmo e quem sabe, isto poderá ajudar de alguma forma.

Até lá, vamos ver…


domingo, 18 de maio de 2014

Fui exercitar de manhã e nem tudo correu como eu queria.. leiam e oiçam...

Hoje devia de ter ido andar de bicicleta.. mas o medo da recordação da ultima queda e o facto de ir sozinha, fez-me voltar pra trás e como castigo, ir caminhar. Sei que o medo é inconsciente e quero sempre sobrepor-me ás coisas que não respondem ao racional e lógico, mas o estar a tremer a andar de bicicleta foi bastante real, por isso, fui andar e levei o endomondo ligado.


Vejam as fotos, cusquem o link do traker no site da endomondo, e se usarem, estejam á vontade para me adicionar como amiga : Tania Mac







Fiz ainda um vídeo, ficou meio foleiro mas foi mais uma forma de me motivar para que da próxima vez não me deixe vencer pela duvida e receio parvo.


E vocês? O que fizeram hoje?

Se gostarem do vídeo, façam um like :) je agradece ;)
    
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